Neste chuvoso dia de 21 de Abril, tratámos pela primeira vez a cor. Termos como espectro, cores primárias, bastonetes e matiz passaram definitivamente a fazer parte do nosso vocabulário. Penso que o mais interessante em toda esta abordagem foi a forma como a cor funciona ao nível do design. Sendo estimuladora de sensações, a cor no design é utilizada basicamente como elemento associativo ou de ordenação entre os elementos da comunicação visual, mas assume-se essencialmente muitas vezes, especialmente no meio publicitário, como a mais importante forma de passar a mensagem. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Foi justamente neste contexto que entrámos na primeira parte da proposta 3: a forma como o alterar das cores de algo pode alterar a sua mensagem. E como esse alterar de cores nos faz olhar tão diferentemente para algo que estamos habituados a ver de outro maneira. E como... É isso que tento mostrar nos seguintes exemplos…
De volta às aulas. Nesta, tudo se baseou, pelo menos para mim, na pesquisa. ~ Primeiro, relembrar Pessoa. Não que tenha sido há muito tempo. Elaborar o tal quadro-síntese (que no meu caso foi mais uma lista...). ~ Depois, pesquisa a nível da tipografia como elemento da comunicação visual e mais propriamente como parte integrante e importante do design gráfico. Surgiu-me uma citação de Emil Ruder "O tipógrafo veste a palavra com uma forma visível e preserva-a para o futuro". E assim, umas vezes mais graficamente, outras de maneira mais simples mas igualmente eficaz, os tipógrafos perpetuam, com letras, sentimentos e visões únicas. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Quarta aula, tipografia. ~ O Professor começou por fazer uma pequena abordagem à história, mais arcaica e primitiva, do surgimento da tipografia. Egípcios, Fenícios, Gregos e Romanos foram alguns dos povos milenares que contribuíram para a formação e evolução de uma coisa tão importante e que por vezes não tomamos como um dos mais importantes componentes visuais. De forma mais breve, verificámos as inovações mais actuais. ~ Foi-nos mostrada ainda a forma como seria mais fácil trabalhar a tipografia no FreeHand. ~ Passando à análise da proposta número Dois, devo referir que, na minha opinião, será muito interessante realizá-la. Fernando Pessoa - e embora prefira a poesia do ortónimo -, é um dos meus autores de eleição e uma pessoa que considero ter sido fascinante. Depois, será um desafio. Decerto ficarei doente dos olhos... ~ ~
PS. É importante referir que neste momento me encontro sem computador (ou melhor, tenho um, mas estragado) e portanto tem sido díficil trabalhar para a proposta anterior e que também o será, inicialmente, para esta.
No seguimento da proposta número um, foi desenvolvida neste quadrado 12x12 (cm) a primeira tentativa de transmitir atravès dos elementos e técnicas da Comunicação Visual o que a música (previamente apresentada) dos Gogol Bordello significa para mim. ~ No entanto, e após conversa com o professor, confesso que me esqueci de uma das mais importantes partes desta proposta: a recolha fotográfica. Sendo que isto aconteceu, aproveitei para fazer uma experiência. O que acima está apresentado é o resultado do trabalho desenvolvido até agora e irei introduzir a recolha fotográfica no final. Para a outra composição, irei fazer como deveria ter sido feito: primeiro a recolha e partir então dessa mesma recolha. ~ Penso que no final será pertinente e engraçado comparar os resultados obtidos com os dois. E com isto tudo, pode-se depreender que esta aula e mais propriamente a orientação tutorial foram-me bastante úteis.
Devido a alguma indisponibilidade e atraso, juntarei os dois primeiros posts, referentes às aulas dois e três, num só. ~ Quanto à proposta número um, a música que escolhi e que mais abaixo está dísponível em vídeo, cortesia do YouTube, é dos Gogol Bordello (que estarão de novo em Portugal, já agora, em Julho) e chama-se 60 revoluions. ~ Tema este que por tantos ritmos e instrumentos, componentes que funcionam desregradamente e que são tão distintos, integraria, na minha opinião, vários elementos básicos da comunicação visual, nos quais destaco a possibilidade, que tentarei traduzir no trabalho, de: ~ Introduzir variadas cores, aliadas ao tom e à escala e correspondentes a outros tantos altos e baixos da música; ~ O claro movimento(direccional) que o tema tem inferido; ~ Naturalmente, ao nível das técnicas a utilizar, a instabilidade, a assimetria e a fragmentação estarão associados ao tema, devido aos tais distintos ritmos e instrumentos supracitados e que se "movimentam" sem grande regra durante a música. ~ Fica o vídeo:
Quanto à aula em que explorámos (pelo menos para mim pela primeira vez) um programa de desenho vectorial, serviu um pouco para a desmistificação de que seria uma coisa extraordinariamente díficil e complexa e a ideia que ficou é que serão sempre programas que sendo melhor explorados e entendidos, serão extremamente úteis no âmbito da Comunicação Visual.